O Governo federal vai reforçar ainda neste semestre os programas voltados ao desenvolvimento habitacional. Uma das hipóteses estudadas é a ampliação do “Minha Casa, Minha Vida”. A outra é a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A Caixa, que financia a construção dos imóveis por meio do “Minha Casa, Minha Vida”, e o Ministério das Cidades não confirmam a informação de que esse programa será expandido.
O ministério afirma, porém, que ainda neste semestre o Governo federal vai anunciar o PAC 2. De acordo com o Ministério das Cidades, a segunda edição do programa terá atuação maior no setor de construção civil. O objetivo é reduzir o déficit habitacional do país, que hoje é de aproximadamente seis milhões de unidades.
Em conjunto
O Ministério das Cidades informa que os projetos de habitação do PAC 2 podem ser executados em parceria com o “Minha Casa, Minha Vida”. Lançado em março do ano passado, o programa prevê a construção de moradia para a baixa renda.
A meta do “Minha Casa, Minha Vida” é fechar um milhão de contratos de financiamentos de novos imóveis até o fim deste ano. Desse total, 400 mil unidades serão destinadas a quem ganha até três salários-mínimos por mês (R$ 1.530).
Outras 400 mil, para quem recebe entre três e seis salários por mês (R$ 3.060) e as 200 mil restantes, para quem recebe até 10 mínimos (R$ 5.100).
No fim de fevereiro, o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, disse que seria necessário prosseguir com o “Minha Casa, Minha Vida” para estimular a construção de imóveis.
Na ocasião, ele afirmou que iria a Brasília conversar sobre a possibilidade de ampliar o programa da Caixa Econômica com integrantes do banco e do Ministério das Cidades. Crestana disse, porém, que não tinha informações que indicassem a continuidade do programa após esta etapa.
A Caixa tem a meta de atingir um milhão de novas unidades até o fim deste ano. Até o momento, a instituição analisa a construção de mais de 700 mil unidades, das quais 327.090 contratadas (já podem ser construídas).
São Paulo é o estado com mais unidades habitacionais contratadas. Da meta de 184 mil imóveis, o estado recebeu propostas para 133.707 até fevereiro. Destas 66.867 já podem ser construídas.
Em São Paulo, onde o valor dos terrenos é maior, a Caixa Econômica fez parcerias com o governo do estado e a Prefeitura paulistana para obter as áreas e financiar a construção das casas.
Mogi vai ter 195 unidades
Nesta segunda-feira (8),a Caixa, o prefeito de Mogi Guaçu, Paulo Eduardo de Barros, e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) assinaram o primeiro contrato de construção dos imóveis financiados pelo “Minha Casa, Minha Vida” no estado. A contratação de outras unidades está feita, mas este é o primeiro acordo para a construção.
Pelo contrato, 195 unidades serão feitas na cidade. Em breve, outras três cidades paulistas devem anunciar a construção de unidades pelo financiamento do “Minha Casa”. A previsão é que se construa 75 unidades em Pirassununga, 203 em Itapetininga e 145 em Caraguatatuba.
De acordo com o presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, as unidades serão distribuídas em seis prédios, terão cerca de 45m² e dois dormitórios, com garagem. “Hoje, os predinhos que a CDHU entrega têm aquecedor solar, salas, cozinhas com pisos de cerâmica, pé direito mais alto, portaria....tem toda uma mudança na contratação dos projetos”, comparou.
De acordo com Krähenbühl, a parceria entre a Caixa e o governo estadual viabiliza a construção de unidades por meio do “Minha Casa, Minha Vida”. A Caixa depende da doação dos terrenos. “Normalmente, a área corresponde a 10%, 20% do valor o imóvel. (Doar o terreno) é uma grande contrapartida. Na prática, o governo dá cerca de R$ 30 mil (de um imóvel que custa R$ 52 mil)”, disse.
Fonte:Diário de São Paulo